terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mar(ia)S

Bocas, loucas, bocas...
Zeus soprou seu amor e nasceu Afrodite.
E cá estamos, com botas batidas, conversando sobre sexo.

Às curvas da Estrada de Portalegre, ou até mesmo a silhueta de Adefagia.
Quero saciar meus sonhos em lábios carnudos, e sedentos de paz...
Me perco ou perco-me em imensa vastidão de cabelos?

Talvez os versos que lhe escrevo, não sejam meus, mas sim teus!
escrevo seu nome com um elemento da natureza, uma ação, e uma inicial de nostalgia.
Ainda posso amar meus goles de café e livros envelhecidos, enquanto o tempo passar.

O Poeta Soli(ó)tario

Conexionismo, plural...

Não cantei, não rabisquei, meu novo horizonte
Em praias de Tibau, seja Sul ou perto mossoroense.
Aqui estavam alguns versos sem fonte.
Faço meu amanhã mais paraisense.
E quem cantou a canção do Zé?
Talvez uma Elba, andou Ramalhando por Belém do Brejo do Cruz...
Só quero tomar meu café,
Só quero buscar à Luz, que reluz...
nem Wilhelm Wundt e/ou John Broadus podem explicar.
O que Freud escreveu em sua Psicanálise, eu não quero olhar.
Só quero ser um singular e quem sabe um plural, sem conexionismo mental.

O Poeta Soli(ó)tario

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Filosofando sobre o nada

Escravos da imbecilidade,
Apaixonados por guerras e sangue.
Ditadores de ordens sem nexo e honestidade,
Vilipêndio religioso em pane.
E cá estou, com meus goles e goles de café,
Ouvindo e estudando Zeca Baleiro e seus versos.
Rios de valsas nostálgicas, dançam em mim...
E a palavra de Gilberto Freyre sobre a formação do povo brasileiro,
É uma metamorfose minha mente, que direciona meu olhar ao espelho.
Vejo, não vejo, agora vejo novamente, meu semblante negro.
Buscando respostas que não possuem perguntas exatas, mas existem!
BU...SCA, eterna parceira da vida, eterna sombra do conhecimento!
E cá estou, com meus goles e goles de café a filosofar sobre o nada!

O Poeta Soli(ó)tario 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Rarificante

Aqui diante do tempo,
Aqui diante da saudade,
Vejo teu pequeno momento.
E sua rarificante felicidade.

A ruína de uma cidade,
Chamada solidão distante.

O Poeta Soli(ó)tario

Cartas de baralho!

Acompanhado de sonhos, solitário por espírito!
Falta-me um segundo pra ser feliz em uma dor!
O que diria meus versos, sem os lábios da caneta?
Caminho sobre castelos de cartas embaralhadas!

Falta-me um momento mais lúcido pra se perceber!
E se posso apostar nos meus sonhos, então seja feito!
E os minutos se tornam horas, e horas se tornam dias!
Segue os velhos desejos de um antes criança, hoje mudança!

Sonetos lhe escrevo, escrevo sonolentos versos de liberdade!
A verdade é a única opção para se acreditar!
E que meu ponto de exclamação não seja de exclusão de uma lista.

Caminho em castelos de sonhos que não fiz planos em efetuar,
E a pressa de respirar ar puro em um verão sem lógica e sem paz,
Tenho a realidade em mãos ofegantes de uma criança que vive em mim!

O Poeta Soli(ó)tario

Ao som de um Tan...go...


Fabricador de sonhos, talvez.
Criador de expectativas, sim, a vida é uma!
Penso que risos e rimas, que letras e melodias,
São complementos e extensões do nosso corpo.
Desde o pensamento ao fio de cabelo.
Temporadas que passei, temporadas que irei... viver!
São coisas que respondem perguntas minhas, somos interrogações constantes, enquanto em vida!

O Poeta Soli(ó)tario

Fome-estoque

Gritante, e preponderante anarquia!
Corra contra o Sistema, ou fique no esquema!

Fabrique novos pensamentos, respire poesia!
E viva uma amnistia de guerra e violência!

Viva, viva o fim da dor e decadência!
Sonhe e respire novos ares, e grite!

A fome nunca será estoque!
A vida, ah à vida sim...

O Poeta Soli(ó)tario